sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Comigo

Eu não consigo te ver, consoante a sua fase permanente de Lua Nova que paira na minha mente e se afunda no meu coração. Contudo eu te sinto, porque mesmo de olhos fechados eu sei que você está aqui. Comigo.


"Eu podia ver nos seus olhos, que você honestamente acreditou que eu não te queria mais. O conceito mais absurdo, mais ridículo - como se houvesse alguma forma de eu existir sem precisar de você!" (Lua Nova)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A de Amor - 1º capítulo

Eu poderia iniciar a história falando em como o tempo está nublado ou em como o ambiente e o horário de fim de tarde, pode influenciar nos sentimentos que estão sempre nebliando seus olhos. Mas não. Esse romance não abre espaços para observações piegas e detalhadas do ambiente, muito menos cresce ou descreve de acordo com as marcações temporais. Ele simplismente é, sendo tudo aquilo que o amor pode ser.

Eles estão juntos há tempos incontáveis. A energia que aflora no lugar no qual eles ocupam é simples, porem mágica. E olhar para eles, juntos, é como ver meus próprios sonhos materializados. Contudo, ultimamente tenho os visto murchos, distantes. Como se o amor tivesse levado um banho de cinza. Em uma tarde qualquer, ele se sentou ao meu lado e disse:

- Ela vai embora.
- O que? - Indaguei abrindo os olhos de tanta indignação.
- Não me olhe desse jeito como se a culpa fosse minha.. - Me disse quase chorando. - O pai dela foi transferido para algum lugar da Ásia, não sei bem o nome, e ela não pode simplismnete dizer que não quer ir. Você sabe..
- Não, eu não sei. - continuei. - Ela pode muito bem ficar na casa das primas dela. Quer dizer, ela praticamente já faz isso, o pai trabalha o dia inteiro..
- Mas Fernanda, é muito mais que isso. - Pausou. - Ela se sente na obrigação de estar com o pai, depois da morte da mãe. Ela tem esse direito. Eu não posso simplismente, dizer "não vá" e deixa-la dividida. É cruel demais.
- Você precisa fazer alguma coisa.. - falei pensativa.
- Mas o que?
- Eu ainda não sei, mas vou ter uma ideia.

domingo, 15 de novembro de 2009

Doce e quebrada

"E somos você e eu
e todas as pessoas.
E eu não sei por quê,
não consigo tirar meus olhos de você"
[You and Me - Lifehouse]

Era um dia claro, de um céu incrivelmente azul. Mas esse fator não alterava o estado no qual se encontrava a nossa doce e quebrada menina. Ela estava andando pelo caminho que se localizava no meio da avenida, este era uma espécie de calçada com árvores de copas imensas que faziam não só o seu, mas o trajeto de várias outras pessoas mais especial. Contudo não eram esses os tipos de reflexões que sobrevoavam a sua cabeça. Tudo o que ela pensava, era em como aquele garoto podia ser capaz de lhe montar tal armadilha, lhe olhar com aqueles olhos de promessa e depois, como quem nada quer, sair.

Inersa, ela andava mexendo em seus cabelos, nas pontas dele para ser mais exata, fazendo disso uma terapia de equilibrio. Ela não podia cair. Ela tinha que andar, não gritar, não tropeçar.. E não, mas de forma alguma, chorar. Tarde demais. A essa altura ela já nem mais sentia o chão sob suas pisadas. As únicas partes do seu corpo que tinha ciência, eram as lágrimas que lhe embaçam as vistas e seu coração que doía de uma forma que ela não sabia ser capaz.

Como ele podia ser tão covarde e tão prepotente? Fazer dela uma apaixonada pelos seus olhos, seu sorriso calmo, seu andar leve, seu ar romântico e nem sequer, sentir nada em troca ou nada parecido. Mas ele a olhava e para aquela moreninha de cabelos ao vento isso era simplismente incrível. Só que nós temos uma percepção maior da situação e sabemos que isso pode ser o tudo, o nada ou alguma coisa.

Tanto faz agora... Ela não passa de uma menina doce e quebrada criando forças para ir embora, já que ele insiste em ficar.